Avaliação Psicológica Interventiva

Avaliar não é apenas identificar. É compreender para poder intervir

A avaliação psicológica é um processo técnico e científico que busca compreender aspectos cognitivos, emocionais, comportamentais, relacionais e de personalidade. Pode contribuir para esclarecer dúvidas diagnósticas, compreender dificuldades persistentes e orientar decisões clínicas, familiares, escolares ou profissionais.

Na perspectiva interventiva, essa compreensão não fica restrita ao laudo ou à devolutiva final. Ao longo do processo, as informações são integradas e compartilhadas de maneira cuidadosa, permitindo que a pessoa e, quando pertinente, sua família participem ativamente da construção de sentidos sobre aquilo que está sendo investigado.

Para quem é indicada

A avaliação pode ser realizada com crianças, adolescentes e adultos diante de questões relacionadas ao desenvolvimento, aprendizagem, atenção, memória, funcionamento emocional, personalidade, comportamento, relações sociais ou necessidade de investigação e diagnóstico diferencial.

No caso de crianças e adolescentes, a família participa do processo e, quando necessário e autorizado, podem ser incluídas informações da escola e de outros profissionais que acompanham o caso.

Como funciona

A Avaliação Psicológica constitui processo técnico-científico estruturado, realizado em média 10 (dez) encontros individuais, com duração aproximada de 50 (cinquenta) minutos cada, podendo sofrer ajustes conforme a complexidade da demanda e necessidade técnica identificada pela profissional. O processo poderá incluir:
Entrevistas clínicas iniciais;
Aplicação de testes psicológicos com parecer favorável no SATEPSI;
Técnicas de observação e análise clínica;
Entrevistas com familiares, quando necessário;
Contato com outros profissionais envolvidos;
Encaminhamento para exames clínicos ou avaliações complementares, quando pertinente;
Intervenções ao longo do processo;
Sessão devolutiva final e entrega do laudo psicológico.

O que torna o processo interventivo

O Psicodiagnóstico Interventivo reconhece que o próprio processo de avaliação pode produzir mudanças. Ao compreender como funciona, a pessoa deixa de se perceber apenas a partir da dificuldade ou da ideia de que há algo “errado” com ela. Nomear sintomas, modos de funcionamento e necessidades pode trazer alívio, favorecer a autonomia e abrir caminhos mais adequados para lidar com o sofrimento.

A avaliação, portanto, não busca enquadrar alguém em um diagnóstico. Busca compreender de que forma determinadas características aparecem na vida daquela pessoa e quais estratégias, intervenções e apoios podem contribuir para seu desenvolvimento e bem-estar.